 Começam no próximo dia 26 de outubro as vendas da segunda geração do Fit no Japão. Antecipado por fotos que vazaram na internet em agosto, o monovolume manteve as características que fizeram dele um sucesso no mundo todo e incorporou ainda mais qualidades.
Desenvolvido, segundo a Honda, para valorizar o homem, não a máquina, ou seja, com a preocupação de garantir espaço aos passageiros e bagagens, em vez de para motor e peças, o novo Fit tem entreeixos mais longo e, a julgar pelas mudanças, uma plataforma nova. Se não é nova, foi bastante modificada. O tanque de combustível, como no modelo atualmente à venda no Brasil, fica sob a fileira dianteira de bancos.
A carroceria da nova geração do Fit está 5,5 cm maior, agora com 3,90 m de comprimento total. O aumento se deve quase que inteiramente ao entreeixos mais generoso, que passou de 2,45 m para 2,50 m. A altura foi mantida em 1,53 m, mas o monovolume ficou mais largo: tem agora 1,70 m.
O porta-malas passou de 380 l para 427 l com a eliminação do estepe, algo que, no Brasil, não seria possível, já que a legislação exige o pneu sobressalente. Em lugar dele, a Honda colocou, no Japão, um kit de reparo do pneu.
A praticidade do interior se manteve com o sistema ULT (Utility, Long e Tall), mas ganhou mais uma letra, Refresh. O Utility agora amplia o porta-malas para 1,72 m de comprimento, o que permite carregar uma bicicleta com os bancos traseiros rebatidos. O Long, com o do passageiro dianteiro também abaixado, permite carregar objetos de até 2,40 m. Já o Tall cria espaço para objetos com até 1,28 m de altura e que têm de viajar em pé, como plantas.
O tal Refresh será um prato cheio para quem pega muito a estrada. Na hora de descansar, seja onde for, os bancos dianteiros, reclinados, formam praticamente uma cama no interior do carro. É ou não é para refrescar?
Com a nova geração do Fit não haverá mais polêmica quanto à carroceria ser de dois volumes, como um hatch, ou monovolume. A coluna A foi deslocada mais para a frente, criando um corpo único, sem distinção do compartimento do motor. O objetivo teria sido melhorar a visibilidade, como prova a espessura desta coluna, que ficou menor. Os retrovisores externos também ganharam 30% a mais de superfície.
Equipado com o motor 1,3-litro VTEC de 100 cv, mais potente que o 1,4-litro atualmente comercializado no Brasil, o monovolume manteve a transmissão CVT e, segundo a empresa, consegue fazer 24 km/l de gasolina, melhorando ainda mais a já famosas economia de combustível do modelo anterior.
Além do motor 1,3-litro, o Fit também ganhou uma versão esportiva, a RS (Road Sailing), equipada com motor 1,5-litro VTEC, possivelmente o mesmo vendido no Brasil, mas com potência melhorada para 120 cv, como era esperado. Mesmo com desempenho melhor, o RS tem economia de combustível divulgada de 19,6 km/l. Nada mal para um esportivo...
Parte do segredo para que isso acontecesse foi a manutenção do peso, que seria equivalente ao do modelo anterior, no Japão, e atual, no Brasil. É um feito e tanto para a engenharia da empresa, que conseguiu tornar a rigidez estrutural da carroceria do Fit ainda maior e ainda deixar o carro mais equipado.
O Fit, que já era considerado um dos mais seguros do mundo em sua categoria, ficou ainda melhor nesse quesito. Tanto pela rigidez torcional quanto por airbags dianteiros, laterais e de cortina, aliados a freios com ABS e ao sistema ISOFIX para segurar cadeirinhas de criança. O RS tem ainda o VSA, ou Vehicle Stability Assist, assistência de estabilidade veicular.
O volante, com regulagem de altura e distância, incorpora borboletas para trocas de marcha manuais, mas a Honda não parou por aí. Colocou ainda mais porta-objetos no carro, inclusive uma espécie de caixa sob o banco traseiro, Sky Roof, ou teto panorâmico, como ele é chamado, todo de vidro, e um assento para o passageiro dianteiro que gira, facilitando o acesso para entrar e sair do carro, especialmente nos casos de portadores de deficiência ou para que mulheres com saias curtas ou justas demais não se exponham mais do que gostariam.
Uma das coisas que mais contam a favor da Honda no Brasil é o costume de manter sua linha atualizada em relação ao que ela faz no exterior. No caso do Fit, não há porque a empresa agir diferente, o que coloca novidades no horizonte dos consumidores locais. Possivelmente para o ano que vem ou, no mais tardar, em 2009.
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