 Álcool e direção foi o tema da Semana Nacional de Trânsito do ano. Pessoas que consideramos inteligentes, estudadas e preparadas, impressionantemente continuam relutando em aceitar que o álcool prejudica o ato de dirigir um veículo, mesmo com estatisticas provando o contrario.Mais de 50% das mortes ocorridas em acidentes de trânsito estão relacionadas com álcool. Tanto motorista, quanto passageiro ou pedestre. Pelo novo código de trânsito, o nível máximo de álcool no sangue para poder dirigir, não pode ultrapassar 0,6 g/l. Isto corresponde, mais ou menos, a ingerir 2 doses de destilados (Whisky, pinga, vodka etc.), 2 cálices de vinho ou 2 latas de cerveja.
O alcool é perigoso por dar uma falsa sensação de segurança e bem estar. A pessoa acha que está muito bem e que não há o menor perigo em dirigir um veículo. Justamente aí é que está o perigo. Apesar de sentir-se bem, às vezes até melhor que o normal, uma pessoa que ingeriu álcool, mesmo em pequenas quantidades, certamente tem os seus reflexos retardados esta aí a principal razão de tantos acidentes de trânsito envolvendo o álcool. Normalmente quando um motorista avista um perigo, o tempo que leva para reagir é de frações de segundo. Após ingerir bebida alcóolica este tempo aumenta e a medida que mais se bebe, o tempo aumenta mais. Se uma criança atravessar a rua de repente à sua frente a uma distância que normalmente daria para você parar, estando alcoolizado esta distância não será suficiente, porque se reage retardadamente e aumenta muito a probabilidade de você atropelar a criança. Muitas pessoas acham que isto é balela, que dirigem muito bem mesmo alcoolizadas e que nunca se envolverão em acidentes de trânsito. Acontece que não é porque bebeu que obrigatoriamente vai se envolver em acidente, mas em situação de emergência, diante da necessidade de fazer um desvio repentino ou de frear bruscamente, seus reflexos estarão retardados e os riscos aumentam exponencialmente. A pessoa totalmente embriagada, aquele que trança as pernas e fala enrolado preocupa menos, porque não consegue às vezes sequer abrir a porta do carro e se estiver acompanhado certamente este não o deixará dirigir. Quem preocupa mesmo é aquele que aparentemente está bem e que acha, após ter bebido, estar em condições de dirigir. Portanto, cuidado nunca vem em demasia... tratando-se da vida humana, todo cuidado é pouco. Lembre-se que o motorista é responsavel não só por si, mas pelos que estão no automovel com ele e os que dependem da sua boa condução na rua (pedestres e outros condutores).
Fim de ano, festas, aproveite, mas nunca colocando vidas alheias em risco!
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